domingo, 13 de dezembro de 2009

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meu prédio fica ao lado
daquela música
aquela canção minúscula
que diz assim

cri










* os títulos são sempre um quebra-cabeça (a minha, geralmente. ás vezes, pra vcs). leminski conta q qnd n sabia o q fzr costumava puxar o começo do poema, mas não gosto de fzr isso, faço mto pouco. esse ainda tá em dúvida. mas é lagalzim, né?!
** Êê ê, um poema meu foi selecionado num concurso e sairá nuns postais em janeiro. vai voar por aí. Tô felizão/
*** Já mudei o título do qual tinha falado no primeiro asterisco.

terça-feira, 8 de dezembro de 2009

Psigoze




pausa dramática
no banheiro



[FACADAS!]


a melhor punheta
é sempre pra mulher amada


















* esse poeminho faz parte de uma série chamada POPoemas, que contém, óbvio, poemas com temas da cultura pop - e mais outros aditivos químicos. Quem sabe, talvez, muito provavelmente, em breve, publicados em livretos pra serem distribuídos por aí ; )

sexta-feira, 4 de dezembro de 2009

ponte



janelas são olhos nas paredes
nunca nas paredes do intestino
algumas vezes nas da alma
(assim sendo, as paredes
são o corpo como um todo)
há quem discorde
(sempre há)
corpo e alma seriam
portanto
uma só parede
ou uma só janela
ou uma ponte
até não precisarmos mais
de janelas
tudo seria paisagem
ou tudo seria
nós
ou algo que não sabemos
(faz sentido)
mas imagino
só olhos refletindo
olhos
sob a luz do sol

sábado, 28 de novembro de 2009

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não era o saco plástico
era a pluma
não era a pluma
era a pena



terça-feira, 24 de novembro de 2009

Do The Evolution

                 eu sou a mosca
mecânica  
  atômica
   dinâmica
mosca- - - - - - - - ->BOMBA
   que      EXPLODIU
     na    SUA SOPA








* Esse é o primeiro de uma pequenina série de poemas escritos em Sampa. Como sabem, estive por lá com o Coletivo Muito Barulho Por Nada. A viagem, feita para participarmos da IV Balada Literária, foi ótima. Rever amigas, conhecer gente nova (e interessante), estreiar nosso sarau, pensar (e fazer!) Literatura. Tudo como tem que ser. (em breve, posto texto contando da Balada no VeículoVoador)
** Dia 27/12, sexta-feira agora, o Coletivo faz sua segunda apresentação, no River's Pub, Red River. Essa faz parte do lançamento da revista Fraude, e será diferente da realizada em Sampa, pois temática. O tema, oh, poetas românticos!, é o amor. Ah, e tem músicas também.
*** Beijo a todos. Vejo vocês por aí.



domingo, 15 de novembro de 2009

w



fiz uma tatoo de tulipa
e tulipa diz o quê?
tulipa não diz
é flor
tulipa





* poeminho a partir de uma conversa de msn com Mariele, uma amiga-fofa-escritora-cantora do Coletivo MbpN
:)

sábado, 7 de novembro de 2009

Bom Ladrão



Me ludibriou com essa brincadeira
de querer demais sem ter uma razão
me chamou de amor por uma noite inteira
e no amanhecer já me deixou na mão

Burlou toda lei que era de costume
não me entregar a qualquer ilusão
com olhos que não sabem o que é tapume
destampou com tudo o meu peito vão

Descobriu no breu de um buraco profundo
que no fundo havia um pobre coração
e ensinou numa noite a esse moribundo
não se esconde nada de um bom ladrão

Ô, Aurora, volta aqui, ô!
volta ao menos preu saber
como é que tu roubas o meu coração
e ele ainda bate por você





* Primeiro veio a primeira frase; talvez antes a palavra. E então a vontade de fazer um samba antigo. Como daqueles, que aqueles poetas pretos das cabeças brancas faziam pras suas negas. Ou pro mundo, como se tudo já não fosse. O samba fala ao ouvido do mundo batucando numa caixinha de fósforos.

domingo, 1 de novembro de 2009

As Coisas



as coisas
não têm medida
toda vez
que as tento advinhar
eu perco
perco o tempo
perco dinheiro
perco pessoas
as coisas são e estão
e o certo é tentar correspondê-las
o quanto antes
e não desvendá-las
as coisas não gostam de esperar
as coisas se alimentam de urgência



* quase nunca escrevo um poema e vou logo pondo aqui. assim que os ponho no papel, quase sempre me parece que falta algo; talvez segurança a mim mesmo. mas prefiro essa postura cautelosa. poesia é algo sério, mesmo que gargalhe o tempo todo. dessa vez, contudo, não faria sentido esperar. e olha que devo ter escrito ontem. ou anteontem...

sexta-feira, 23 de outubro de 2009

(título no *)



eu vi/ela olhar pra mim de longe eu era um monge cupito junkie e janelas pulsando pulando ululando atenção atenção! ATENÇÃO! e ela me fog/e corre pelas minhas veias mas não consigo tocá-la eu digo asneiras o tempo todo e todo outro tipo de voz animal é sufocada eu sou humano demasiado e bastardo como tod/os filhos da raça mais bastarda da terra líquido líquido líquido me pe-tri-fi-co aos poucos a tv os sons que busco e os que me buscam não conseguem me desligar eu continuo preso a essa história giratória e a essa linguagem vulgar que se defende se entende e deixa pra gente a confusão - NINGUÉM NUNCA VAI SE COMUNICAR! - e as janelas pulsando pulando ululando ululando ululando continuam pedindo atenção atenção atenção...





* o blog é uma ferramenta ótima mas limita ainda a poesia. algumas coisas que penso não se encaixam na caixa do blogger. outras se espremem. meu título não pode sair aqui, porque é confundido com uma tag não fechada. mas é um "<" mais um "o", que juntos formam um alto-falante.

domingo, 18 de outubro de 2009

(sem título)



à noite
a minha pele
vira algo
fina
pura neblina
que separa a noite
da noite

terça-feira, 13 de outubro de 2009

Caminho da Roça



e o caminho da roça
é o caminho da vida

que apesar de sofrida
faz carinho também

a flor mais bela do mato
brota da terra ferida

a voz marreca do pato
é bossa nova, meu bem


* Fiz esse textinho pro som de um amigo. Mas saiu tarde, e não entrou num vídeo. Tá solto agora. É que eu voltei da roça, cheio de nostalgia.

quarta-feira, 7 de outubro de 2009

sob(re) o estranho



ele passou de Ká
(preto)
e chapéu na cabeça
e no chão
no quintal de casa
tem uma mangueira
mas o céu acima
nunca foi dele

ele só quer se esconder
de mim, de você
(de quem mais?)

viver voltado pra dentro
ver as contrações
ocorrendo
ver o suco gástrico
escorrendo ácido
pelas paredes do estômago

corroendo a manga
consumindo o mango
escondendo o âmago

sexta-feira, 2 de outubro de 2009

Falsa Coral



sexo é o co(u)ro
de duas
(ou mais) pessoas








PS:. esfregue

domingo, 20 de setembro de 2009

âmbar




vou distraído
eu sei
mas o vazio que trago nos olhos
é a vontade ancestral de não se ferir dos homens


quarta-feira, 16 de setembro de 2009

subcutâneo











tudo me atinge
bordoadas na cara
nada escancara
fico roxo por dentro

terça-feira, 8 de setembro de 2009

Samba pra Silas

esse é um samba pra Silas
um samba assim bem legal
pra acabar com as quizilas
entre o lírico e o formal

formou?

um sam'bem simples e bom
um terreiro espacial
plantar um pé de bombom
um bem que espantasse o mal

pra outro planeta inabitável
onde não há nem cometa
e que o mal fique plantado
por lá

e arrumar mais um sol
pra iluminar por aqui
pra que o Brasil e o Japão
possam acordar e ir dormir
na mesma hora
e uma mesma aurora
trouxesse o novo dia

sakou?

e nem precisa função
pra esse samba
calção de banho
vamos correr para o mar
pegar um tubo total
e ir parar em Plutão
porque o segredo da vida é:

esquece
né nada não!



* Foi assim: um dia eu encontrei o companheiro-cantor-compositor Silas Giron na famosa varandinha lá da faculdade. Conversa vai, conversa vem, vem Itamar Assumpção, também. Silas gostou, e marcamos de escrever algo juntos, fazer um som. Passaram-se séculos, e nada da gente combinar isso direito. Daí a impaciência daqui fez que eu compusesse esse "Samba pra Silas". Ficou guardado, pro tal encontro. Então, do nada, junto com outro artista-camarada, o João, acabamos na Praia do Buracão. Mostrei o samba pra Silas, que acompanhou no violão, enquanto descia o Sol. Tinha que ser lá, tinha que ser. Só.

domingo, 6 de setembro de 2009

Poema inédito no projeto Uníssono

Olá, leitores voadores.

Dias atrás, recebi um convite para publicar uns poemas num projeto bem interessante, o Uníssono, junto a outros nomes os quais admiro bastante. Agradeço aqui ao Gilson Figueiredo, quem me contactou, e posto abaixo o link, para que confiram o poema inédito "Beata Beat Fulminante" e mais dois outros poemas aqui do blog, escolhidos pelo Gilson, além de uma mini-bio, escrita por mim. Boa leitura!

Beata Beat Fulminante

Abraço a todos!
Até mais ver.


quinta-feira, 20 de agosto de 2009

CABRA MACABRO






Ele era um cabra macabro
como aqueles da TV
ele era um cabra macabro
Lampião iria tremer

Também pudera
era como o rock'n roll
cabeça-tocha-fera
mãos de Rocha o redentor

E não se entrega não
não é pássaro
é homem alado

E não se entrega não
só pra morte
parabelo ao lado

Um filho torto da sétima arte
cabeça start sete palmos nas mãos
imagem e ação ou verdade?
na tela grande o mar vai virar Sertão!






* Letra primeira da temporada de canções que começou no fim do ano passado e não cessa fogo de jeito nenhum. Nem com peixeira no bucho.
** Nas fotos, Glauber Rocha e Corisco (Deus e o Diabo na Terra do Sol, 1964)


domingo, 9 de agosto de 2009

()

lasciva e libidinosa
mucosa quente quina
cama mesa prosa
cola colo cola
lasciva e libidinosa
limpa lambe goza
enxuga suga goza
goza gozo goza
lasciva e libidinosa



* 28/11/08

domingo, 2 de agosto de 2009

Calos



cada vez que me calo
calos crescem em meu peito
de um jeito que eu
claro
não consigo explicar

e palavras socam por dentro
curvas
interrogações
mas calam-se as ações
em seu cárcere não-lugar

eu sincero espero o dia
em que estas feitas
fugidias
fujam
para então falar
 
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